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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Audiência pública discute aumento de tarifas de pedágio pela EGR

Há dez anos sem reajuste, a tarifa dos pedágios das 14 praças de abrangência dos 900 quilômetros de rodovias estaduais acumula defasagem de 81 a 84%, revelou na terça-feira (12) o presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias, Nelson Lídio Nunes. O assunto foi debatido durante audiência pública da Comissão de Assuntos Municipais para apurar os balanços financeiros e estruturais da empresa pública, por solicitação do deputado Tarcísio Zimmermann (PT), com expressiva participação de prefeitos, vereadores e ativistas sociais do Vale do Paranhana e do Vale do Taquari.

Mesmo com saldo de R$ 60 milhões para investir, a questão tarifária preocupa a direção da EGR, assegurou Lídio Nunes. Os cálculos apontam para a defasagem tarifária em torno de 81% a 84%, atribuída pelo dirigente da empresa ao período de uma década sem reajuste e também à redução de 25% das tarifas das empresas concessionadas no momento em que foram assumidas pelo Estado, “provocando desequilíbrio significativo na arrecadação e manutenção das próprias rodovias”, como é o caso da RS-287, que vai até Santa Maria e apresenta problema estrutural sério e a recuperação exigirá R$ 150 milhões, e também da RS-135, que faz a ligação entre Passo Fundo e Erechim e responde pelo fluxo de transporte da produção, cuja recuperação depende de outros R$ 150 milhões, disse o presidente da EGR. 

Segundo ele, diante da necessidade de aumento das tarifas de pedágio, disse que “não existe possibilidade de trabalhar com custos atuais com receitas baseadas em 2007, de uma forma ou de outra teremos que fazer um realinhamento das tarifas sob pena de termos uma empresa sucateada em pouco tempo”.

Assessoria/ALRS

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